Juramento do Jornalista

Juro exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação. Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais,através da crítica e análise da sociedade,visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros.

Simulando uma execução de Policial Militar

A foto foi pega por acaso, apenas porque policiais militares abordaram um trio suspeito de adolescentes, em Cachoeirinha, e apreenderam – além de simulacros de armas, certamente usadas para assaltos, e uma quantia de drogas – um celular. Sem esta abordagem, ela jamais teria sido descoberta. No telefone, a foto bizarra: adolescentes fazem pose como se estivessem para executar um Policial Militar. Este (que eles dizem ser outro amigo), está fardado, de joelhos, cabeça baixa, as mãos para trás, rendido. Fardamento completo da Brigada Militar, com gandola, boné, capa de colete, calça, cinto. O revólver de um dos adolescentes aponta para a cabeça do PM ajoelhado. O boné traz o o brasão da BM. A farda traz a insígnia de soldado e a bandeira do Rio Grande do Sul. O garoto que não segura a arma ainda veste uma jaqueta de couro da BM, usada no inverno, aberta e com as golas levantadas.
Não se resume, esta foto chocante, a uma fronta institucional. Ou uma afronta a um Estado inteiro e sua perspectiva de sociedade organizada e livre. Quando adolescentes mergulhados no mundo do crime, das drogas e da violência deixam claro que o seu sonho é este, executar de forma fria e covarde um agente público, justamente pago pelos impostos de todos os seus amigos e familiares para lhes proteger, algo está errado. E muito errado. A brutalidade tomou conta de mentes ainda em formação – e isto é uma falha terrível do Poder Público para com seu povo. Falta de respeito, insegurança, ausência educacional. Falta de credibilidade em qualquer outro caminho que não o da barbárie.
Impressiona a pose que, claramente, imita os terroristas do Estado Islâmico e suas execuções brutais e midiáticas. O ódio encontra amparo, respeito, reconhecimento e faz escola. E isto só acontece porque o terreno está fértil para este tipo de sentimento.
Vem então a pergunta: Como estes menores conseguiram uma farda completa da BM?

Alegaram ter encontrado em um saco descartado num lixão,agora pode um uniforme militar ser  abandonado desta forma,não deveria ter sido entregue por inservível na unidade da BM?

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