Juramento do Jornalista

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Incêndio do Joelma completa 40 anos amanhã


O incêndio do edifício Joelma, no centro de São Paulo, completa 40 anos amanhã . O maior incêndio da história de São Paulo deixou 191 mortos, mais de 300 feridos e uma ferida na cidade que passou a olhar com mais atenção para a segurança em edifícios em caso de incêndios.

Tudo começou com um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado localizado no 12º andar do prédio, por volta das 9h do dia 1º de fevereiro de 1974. Em poucos minutos, os materiais inflamáveis do prédio provocaram a propagação imediata das chamas, atingindo os demais andares, até o topo do edifício.

As escadas de emergência, no centro do prédio, logo ficaram intransitáveis por causa da fumaça e das chamas que tomaram conta de praticamente todo o edifício.

A tragédia acabou ajudando a espalhar entre a população rumores de que o terreno no qual o prédio foi erguido seria amaldiçoado, com especulações de que até o fim do século XIX teria sido um pelourinho. Fantasmas rondariam o local . Durante o incêndio, treze pessoas tentaram escapar por um elevador, mas não foram bem sucedidas. Seus corpos, não identificados, foram enterrados lado a lado no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina. O fato acabaria sendo inspiração para o chamado Mistério das Treze Almas, às quais são atribuídos diversos milagres . Funcionários que já trabalharam no edifício revelam já terem presenciado aparições de espíritos, ouvido gritos e vozes, além de terem visto fenômenos estranhos como faróis de carros vazios acenderem e apagarem. A fama de que o local seria mal-assombrado aumentou ainda mais após a divulgação de que o terreno teria sido palco de assassinatos, no acontecimento trágico o qual ficou conhecido como Crime do Poço.

O Crime do Poço:

Em 1948, o professor de química orgânica da USP, Paulo Ferreira de Camargo, 26 anos, morava junto com a mãe Benedita e as irmãs Cordélia e Maria Antonieta em uma casa no centro da cidade de São Paulo. Ele, a 4 de novembro, assassinou a tiros a mãe e as duas irmãs e enterrou os corpos em um poço que mandara construir dias antes no quintal da casa em que moravam. O estranho desaparecimento das três mulheres o levou a ser o principal suspeito do triplo crime. No momento em que a polícia começou a escavar o poço, Paulo pediu para ir ao banheiro. Ele então se suicidou com um tiro no coração, a 23 de novembro. Na ocasião, surgiram duas versões para o crime. A primeira era de que a família do professor se opunha ao seu relacionamento com a namorada. A outra era a de que teria matado a mãe e as irmãs porque estavam gravemente doentes e ele não teria como prover os cuidados necessários para o tratamento . Um dos bombeiros que participou do resgate dos corpos morreu de infecção cadavérica ao manusear os cadáveres sem a proteção de luvas. O crime abalou a população de São Paulo e ficou conhecido como O Crime do Poço. O lugar ganhou então a fama de mal-assombrado. Por isso, a numeração da rua foi modificada quando vinte e seis anos mais tarde, no lugar da casa, foi construído o edifício Joelma, ora rebatizado edifício Praça da Bandeira.


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