A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou nesta que o candidato aceitou as condições impostas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura mútua de sigilos bancários e telefônicos.
A decisão ocorreu após Flávio responder ao desafio lançado por Lula no debate da Band, impondo exigências para cumprir a medida.
O senador condicionou a abertura dos dados à quebra de sigilo de Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência), do Instituto Lula, das empresas dos filhos do presidente (incluindo Lulinha) e do cartão corporativo da primeira-dama Janja, além da divulgação dos gastos da Presidência desde janeiro de 2023 e registros de encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O coordenador da campanha de Lula, senador Camilo Santana, classificou as exigências como uma "manobra", mas confirmou que Lula e Marcola aceitaram os termos.
A defesa do presidente adiantou que solicitará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que Flávio estenda a medida também ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros membros da família.
A assessoria de Marcola destacou que seus sigilos bancário e fiscal já estavam à disposição da Justiça desde agosto.
A resposta oficial da campanha de Lula será protocolada no TSE amanhã, às 11h.
Enquanto isso, em ato político em Belo Horizonte, Lula voltou a pressionar o adversário publicamente sobre o tema.

Nenhum comentário:
Postar um comentário