Sua esposa, Clair Jardim, informou que a situação de saúde era irreversível porque o músico não conseguiria mais respirar.
Nascido em Bagé, tinha mais de 50 anos de carreira artística.
Em 1978, Jardim lançou seu primeiro disco solo, “Jerônimo Jardim”, para a recém-inaugurada gravadora gaúcha Isaec.
Foi autor de sucessos nacionais como “Purpurina”, interpretada inicialmente por Lucinha Lins, em 1981, e “Moda de Sangue”, gravada por Elis Regina em 1979.
O artista venceu o festival Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, com a canção "Astro Haragano", composta e interpretada por ele mesmo, em 1985, que fazia alusão ao cometa Halley e gerou polêmica por não ser a "favorita" do público.
Anos depois, a canção foi reconhecida no meio cultural e nativista do Estado.
Foi premiado com troféus Açorianos (Porto Alegre) pelo conjunto da sua obra em 2007 e como compositor de MPB em 2011 e 2015.
A composição "Rancheirinha", de Geraldo Flach, foi revisitada recentemente no disco "Flachianas", de Cristian Sperandir, e ganhou letra de Jerônimo Jardim, que foi interpretada pela cantora Shana Müller.
O compositor teve canções gravadas por diversos intérpretes, gaúchos e cariocas.
Como escritor, Jardim foi autor de três peças para teatro e publicou cinco livros infanto-juvenis: “Cri-Cri, o grilo gaudério” (Editora Tchê), “O Clube da Biblioteca contra a Bruxa Pestiléia” (Editora Vozes), “A revolta dos pincéis” (Editora Vozes), “Titinho e os tênis mágicos” (Editora LP&M) e “Sob fogo cruzado” (Editora LP&M). Também atuou como publicitário e foi servidor público.
No ano passado, ele foi um dos entrevistados na “Série de TV 50 Anos de Nativismo”, de nove episódios, dirigida por Henrique de Freitas Lima. O seriado foi feito para TVE/RS e TV Brasil.
A família ainda não informou sobre as despedidas e sepultamento.

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