A Justiça da Bahia concedeu, ontem, liberdade provisória à turista gaúcha Gisele Madrid Spencer Cesar, presa em flagrante Quarta-Feira por injúria racial contra uma comerciante no Pelourinho, em Salvador.
Apesar da soltura, a investigada deverá cumprir uma série de medidas cautelares rigorosas.
Segundo a Polícia Civil, Gisele não apenas proferiu ofensas raciais, como também cuspiu na vítima.
O comportamento discriminatório persistiu durante a detenção: a turista teria exigido ser atendida exclusivamente por um delegado de pele branca.
O juiz Maurício Albagli Oliveira negou o pedido da defesa para relaxamento da prisão e estabeleceu as seguintes restrições:
Proibição de frequentar o Pelourinho (praça do Centro Histórico) por 12 meses.
Proibição de contato com a vítima e testemunhas.
Apresentação bimestral em juízo durante um ano para justificar atividades.
Restrição de viagem: não pode se ausentar de Porto Alegre (seu domicílio) por mais de 10 dias sem autorização.
Atualização de endereço e comparecimento a todos os atos do processo.
A defesa da turista alegou falta de provas do crime de injúria e do flagrante, argumentos que foram descartados pelo magistrado na audiência de custódia.

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