Juramento do Jornalista

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FETAG-RS mais próxima de agricultores e agricultoras

Com o objetivo de aproximar a FETAG-RS da sua base, ou seja, os Sindicatos, entidades e agricultores familiares, nos dias 22 e 23 de outubro, a convite o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alpestre e da Escola de Ensino Médio Casa Familiar Rural Regional de Alpestre, o presidente da FETAG-RS, Carlos Joel da Silva, realizou roteiro de visitas nas propriedades de famílias agricultoras para identificar o desenvolvimento do meio rural e a execução de políticas públicas in loco.
O município de Alpestre, localizado no noroeste do Estado, tem uma população aproximada de 7 mil habitantes, sendo que cerca de 70% estão no meio rural e destes 91% são agricultores familiares. Região que predomina o cultivo de laranja, bergamota, uva, fumo, leite e em algumas propriedades, grãos, como milho e soja.
Propriedades de agricultores e agricultoras familiares que têm experiências de sucessão rural, educação do campo e de acesso a políticas públicas como: o Programa Nacional de Habitação Rural e o Programa Nacional de Crédito Fundiário foram visitadas.
O roteiro iniciou com almoço de recepção na propriedade dos agricultores Altair e Leonides Ogliari, na linha São Miguel. Na propriedade de 10ha hoje o turismo rural é o foco da atividade, onde ainda são desenvolvidas ações complementares de produção de uva, citros, tabaco, milho e produtos de subsistência. A família acessou a política pública do Programa Nacional de Crédito Fundiário para aquisição de terra para que pudessem permanecer no meio rural. Estavam presentes no almoço autoridades locais, agentes financeiros e entidades parceiras.
No início da tarde, o roteiro levou a comitiva até a propriedade da família Laviniski. O senhor Adílio e sua esposa Salete trabalham em uma área de terra que há mais de 100 anos faz sucessão familiar. A família conseguiu através do Pronaf Habitação realizar a reforma da casa, para Salete “este sempre foi um sonho, mas não tinham condições financeiras de fazer a reforma com recursos próprios, pois a filha faz faculdade e a família precisa auxiliar”.
A família Ninov mostrou o exemplo de sucessão rural aliada à educação do campo, de dedicação, de companheirismo e acima de tudo de amor. O filho Daniel, jovem agricultor que estuda na Escola de Ensino Médio Casa Familiar Regional de Alpestre relatou que seus pais, Leonir e Vani, dão espaço para que ele possa participar da tomada de decisão na propriedade, como também, desenvolver novas atividades, a exemplo do seu projeto de vida que é a implantação de viticultura, fator determinante para sua permanência no meio rural.
Finalizando a tarde o roteiro seguiu até a comunidade Linha Gabreúva, na propriedade da família Mentz. Gilberto e Deolino, pai e filho, desenvolvem na propriedade, juntamente com suas esposas, a produção de uva, tabaco, milho e produtos de subsistência. A família acessou o Programa Nacional de Habitação Rural para a construção da casa para o filho. Para o senhor Deolino, “esta política pública fez com que meu filho permanecesse na propriedade e nos auxiliasse nas atividades”.
O segundo dia de visitas foi marcado por emoção e superação. Na propriedade de Valcir e Cristiane Lisboa, a comitiva foi recepcionada com café da manhã que trazia o verdadeiro gosto do meio rural. A família tem a satisfação de poder contar com a permanência na propriedade do filho Joelson e nora Francieli, que desenvolvem atividades na produção de leite, fumo, suínos de forma integrada e tabaco. Valcir relata que os agricultores familiares sentem muita dificuldade no meio rural, como a desvalorização dos produtos, a falta de garantia de preço e a ausência de valorização pelo trabalho dos agricultores e agricultoras familiares.
Finalizando o roteiro nas propriedades, a família dos jovens agricultores Ronimar e Lindomar Nordt são exemplo de superação, de força e de coragem. Vivendo durante muitos anos como agregados, trabalhando para outras famílias, através do Programa Nacional de Crédito Fundiário a família conseguiu adquirir um pedaço de terra, onde hoje conseguem manter a família e dar condições dignas para a permanência dos filhos. Ronimar relata que antes da família adquirir a terra pelo Crédito Fundiário ele teve que ir trabalhar na cidade como empregado, após serem beneficiados com a política pública ele teve a oportunidade de retornar à família e iniciar uma nova vida. Seu irmão Lindomar conta que é egresso da Casa Familiar Rural onde teve a possibilidade de aliar o ensino de alternância com as atividades na propriedade. Os jovens apenas permaneceram no meio rural porque tiveram ensino diferenciado e acesso a políticas públicas.
O presidente Carlos Joel durante os dois dias teve a oportunidade de visitar a sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alpestre que desenvolve trabalho importante para os agricultores do município, possibilitando a eles um leque de serviços de qualidade com foco na implantação de políticas públicas. Também visitou a Feira Municipal da Agricultura Familiar e a sede da Escola de Ensino Médio Casa Familiar Rural Regional de Alpestre. Vale citar o belíssimo trabalho desenvolvido por toda a equipe da Casa Familiar que prima pelo desenvolvimento dos jovens e pela educação de alternância com qualidade. Para finalizar o roteiro, Joel se reuniu com a Regional Sindical Médio e Alto Uruguai para debater sobre assuntos do Movimento Sindical, entre eles, a severa estiagem que assola a região.
Para Joel “este roteiro fortaleceu o entendimento de que a FETAG-RS e seus Sindicatos precisar estar próximo dos agricultores, não apenas com trabalho, mas também para ouvir as demandas, saber o que é necessidade das famílias e o que a FETAG-RS e os Sindicatos podem fazer para melhorar a vida destas. Nós temos a obrigação enquanto dirigentes de trabalhar por estas pessoas que dedicam sua vida a cultivar alimentos e cuidar da terra”.

Fonte: Imprensa FETAG-RS

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