A audiência de custódia de Jair Bolsonaro foi encerrada neste domingo após cerca de meia hora por videoconferência.
Bolsonaro afirmou que tentou abrir a tornozeleira eletrônica durante um “surto” que atribui à combinação de pregabalina e sertralina, receitadas por médicos diferentes.
Ele contou ter passado a noite com sono irregular e sensação de paranoia, acreditando que havia uma escuta dentro do equipamento. Por volta da meia-noite, usou um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira, mas desistiu e comunicou o ato aos agentes.
Disse não se lembrar de ter vivido algo semelhante antes.
A audiência, conduzida por um juiz auxiliar do gabinete de Alexandre de Moraes, teve caráter formal para confirmar se Bolsonaro estava ciente dos direitos e registrar manifestações da defesa.
Ele permanece preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
A Justiça não divulgará o vídeo, mas a ata será anexada à ação penal na qual Bolsonaro foi condenado por participação na trama golpista.
A defesa tem até 16h30 deste domingo para apresentar explicações sobre a violação da tornozeleira.
Relatório da administração penitenciária aponta sinais de queimadura e manipulação no dispositivo.
A tentativa de abertura foi considerada elemento central para justificar a prisão preventiva, somada ao risco de fuga para a Embaixada dos Estados Unidos e ao potencial tumulto provocado pela vigília organizada por Flávio Bolsonaro.
A tornozeleira ainda passará por perícia completa no Instituto Nacional de Criminalística para avaliar danos, ferramentas usadas e eventuais interferências no funcionamento

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