Juramento do Jornalista

Juro exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação. Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais,através da crítica e análise da sociedade,visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros.

A incrível história das bonecas da EMEF Miguel Couto

Angelita frequenta com assiduidade a turma do 8º ano da Escola Miguel Couto, no bairro Berto Círio. Sua pele negra, de tecido, tem manchas esbranquiçadas causada pelo vitiligo, doença que tem como sintoma a perda da pigmentação da pele. A diferença na pele não deixa Angelita aflita, pois é justamente essa característica que a faz existir.
Sim, a pele de Angelita é de tecido, e tem manchas, pois ela é uma das oito bonecas confeccionadas pela turma da professora Renata Leal, para trabalhar um assunto delicado, mas que de forma interessante, tem sido ultrapassado, as DIFERENÇAS.
MENINA DE CABELOS VOLUMOSOS
A forma como teve início esse projeto foi justamente um relato sobre diferenças, feito por uma aluna, de 13 anos, em uma redação, conforme conta a professora Renata. “A redação tinha como tema assuntos como por exemplo, BULLYING, e a aluna descreveu que por ter o cabelo com volume, apesar de liso, percebia que era motivo de comentários para colegas”, diz. A partir dessa percepção a professora decidiu ampliar o tema.
A turma foi dividida em grupos e para que não ficassem juntos por afinidade, o que comprometeria a finalidade da proposta, os grupos foram organizados por sorteio, justamente para trabalhar as diferenças.
O passo seguinte foi a confecção de bonecos, com a colaboração de uma mãe, que ensinou o processo. “A ideia foi montar personagens para elencar características de cada um deles”, explica Renata.
NINGUÉM PRECISA SER IGUAL AOS OUTROS
Foram confeccionados oito bonecas, cada um com uma personalidade. Angelita tem vitiligo, enquanto que Sofia tem as buchechas salientes, é a gordinha da turma. Outra boneca é a patricinha da turma. Também tem um boneco nerd e outro homossexual, enquanto que uma boneca de cabelos loiros e pele branca se sente solitária. Cada um com sua característica, com suas diferenças. 
A proposta, conforme a professora,uniu a turma, eliminou alguns preconceitos e mostrou que o respeito ao próximo é importante. Essa realidade pode ser observada na percepção da aluna de 13 anos, a menina de cabelos volumosos, que por seu relato deu início ao projeto: “Essa construção está nos fazendo pensar mais nas coisas. Todos temos o direito de ser diferentes, ninguém precisa ser igual aos outros”, sentenciou. 


Fonte Jesiel B. Saldanha/Assessoria de Imprensa
Prefeitura de Nova Santa Rita

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