Juramento do Jornalista

Juro exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação. Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais,através da crítica e análise da sociedade,visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros.

Um clube chamado MTG

De vez em quando o Movimento Tradicionalista Gaúcho se vê envolvido em polêmicas que brotam, invariavelmente, de interesses de ordem econômica por algumas pessoas que ao invés de servirem à tradição, se servem dela.
A bronca do momento está na área do tiro de laço. Primeiro surge um grupo de “rebeldes”, descontentes com as regras que foram adotadas por vontade da maioria – claro que esses descontentes não são a maioria. Depois surgem os que têm o objetivo primordial de ter vantagem financeira. Com eles outro grupo se junta: aqueles que têm interesse político. Todos juntos formam um pequeno contingente que tem clareza nos seus objetivos, são bons de conversa, sabem usar os argumentos que lhes convém para ganhar a companhia de outros que acreditam até que Papai Noel existe.
Não são muitos, mas são barulhentos e bem articulados. Eles transitam pelos gabinetes e “vendem” a ideia de que representam a maioria. Há quem lhes dê crédito, por boa fé ou por ver nisso a possibilidade de ter alguma vantagem.
 A pregação é clara e se traduz por algumas frases, como: “o tiro de laço deve ser considerado um esporte”; “como esporte o tiro de laço deve ser organizado por uma federação”; “na área do esporte há dinheiro sobrando no Brasil”; “nós, do novo sistema, somos os verdadeiros defensores dos laçadores”. Essas e outras pérolas estão sendo ouvidas nos rodeios e lidas nas redes sociais.
Quando o MTG, pelas suas instâncias constituídas, se levanta e aplica o regulamento, eles empunham a Constituição e gritam forte: “temos o direito de ir e vir”; “não podem nos tirar o direito de fazer o que quisermos”; “vivemos numa democracia e exigimos nossos direitos”. Pois eles têm toda a razão, pois vejamos:
1. O MTG é um clube, uma associação privada, que conta somente com associados voluntários, ou seja, não obriga ninguém e, assim, respeita o direito de ir e vir;
2. O MTG defende vigorosamente o direito de escolha das pessoas. Somente participam dos seus quadros as entidades que desejarem e orienta a que cada entidade filiada somente mantenha nos seus registros as pessoas que livremente escolherem ser associados;
3. O MTG decide tudo no voto. Tudo é discutido, a maioria vence e daí surgem os regulamentos que democraticamente são elaborados e democraticamente são aplicados. Quem não concorda com os regulamentos podem procurar outras associações e se quiserem impor seus próprios regulamentos, criam suas próprias entidades.
Desta forma, me parece que ficamos bem entendidos. O MTG é uma associação composta de entidades livres que, por sua vez, conta com associados voluntários, com isso estabelece as suas próprias regras. É bom lembrar que no momento que nos associamos a um clube qualquer, assumimos o compromisso de cumprir e fazer cumprir as normas do estatuto e dos seus regulamentos. No MTG até juramento se faz sobre isso.
Será que um clube de futebol não filiado à FGF pode participar do campeonato gaúcho? Será que um atleta não registrado na CBF pode jogar no Esporte Clube Passo Fundo? Será que um juiz registrado na FGF pode apitar o campeonato catarinense sem autorização da Federação Gaúcha?
Uma das regras definidas e consolidadas no artigo 29, inciso IX, do Regulamento Geral e reafirmada no artigo 100 do Regulamento Campeiro é a de que os filiados ao MTG não participam de eventos de entidades não filiadas e não permitem que não filiados participem dos seus eventos. É uma regra clara e que se impõe a todos.

Quem não concorda com a regra tem dois caminhos: cumpre e tenta mudá-la pelos caminhos legais, ou garante o seu “direito de ir e vir” e vai!
Manoelito Carlos Savaris 
Presidente

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