O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo a poucos instantes em meio a uma grave crise política e financeira desencadeada pela intervenção do Banco Central no Ueno Bank.
O colapso da instituição bancária digital deixaram cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às suas contas e motivou intensos protestos pelo país.
A crise atingiu o núcleo do Poder Executivo devido às ligações diretas do ex-mandatário com o banco.
Peña foi acionista até março de 2025 do grupo controlador da instituição, que administrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo verbas de fundos previdenciários.
Diante do cenário, a oposição apresentou um pedido de impeachment sob acusações de conflito de interesses, uso irregular de recursos de aposentadorias e encobrimento de falhas institucionais.
Isolado politicamente e sem sustentação dentro do próprio Partido Colorado, Peña anunciou a renúncia em pronunciamento gravado, alegando a necessidade de preservar a estabilidade, a paz social e as instituições do país.
O vice-presidente Pedro Alliana assumirá a Presidência, em um dos episódios mais severos da política paraguaia recente, que acende alertas sobre a regulação do sistema financeiro local.

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