Duas semanas após assumirem os cargos, a prefeita Jussara Caçapava (Avante) e o vice-prefeito Mano do Parque (PL) tiveram seus mandatos cassados pela Justiça Eleitoral de Cachoeirinha ontem.
A decisão de primeira instância cabe recurso.
A sentença aponta abuso de poder político, conduta vedada e uso indevido da máquina pública.
Segundo a magistrada responsável pelo caso, a então prefeita interina utilizou a estrutura municipal para produzir conteúdos de autopromoção em suas redes sociais durante o período que antecedeu a eleição.
Entre as provas analisadas estão dois vídeos publicados no Instagram pessoal de Jussara: um em uma ação de limpeza urbana com servidores uniformizados e outro dentro de uma retroescavadeira em obras no Arroio Passinhos. A decisão apontou que os registros configuraram "apropriação promocional", transformando serviços públicos em peças de marketing político-pessoal.
Em nota oficial, Jussara Caçapava e Mano do Parque manifestaram surpresa com a decisão, destacando que as contestações envolvem apenas dois vídeos gravados antes do processo eleitoral.
A defesa confirmou que recorrerá às instâncias superiores e lamentou a nova "instabilidade política e institucional" que a cidade enfrenta.
A chapa pode recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Caso a cassação seja mantida pelas instâncias superiores, Cachoeirinha terá que realizar uma nova eleição suplementar para definir o Executivo até 2028.
Jussara havia sido eleita em 12 de abril com 43,3% dos votos válidos justamente em um pleito suplementar, convocado após o impeachment do ex-prefeito Cristian Wasem e de seu vice, o Delegado João Paulo.

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