A participação de cavaleiros no translado da Chama Crioula de 2026, em Rio Pardo, terá uma nova exigência: todos os integrantes dos grupos que forem buscar a centelha precisarão apresentar cartão tradicionalista válido.
A medida foi confirmada pelo vice-presidente de Cavalgadas do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Márcio d’Ávila.
Segundo ele, a norma busca garantir maior controle sobre os participantes e evitar problemas registrados em anos anteriores durante os acampamentos e deslocamentos da chama.
“No decorrer dos anos apareceram pessoas sem vínculo com o movimento, causando confusões, atos de vandalismo e desvios de conduta”, afirmou.
Entre as situações relatadas estão uso de explosivos, furtos e comportamentos considerados inadequados nos acampamentos.
Márcio explicou que, muitas vezes, as cobranças acabam recaindo sobre a organização do evento e sobre o próprio MTG.
“Quando acontece algum problema, vêm cobrar da direção das cavalgadas.
Precisamos saber quem está participando oficialmente do translado da chama”, disse.
O cartão tradicionalista funciona como uma espécie de identidade emitida pelos CTGs aos associados vinculados às entidades filiadas ao MTG.
A exigência já existe para integrantes das áreas artística, e campeira e de esportes que participam de rodeios e festivais tradicionalistas.
“Com o cartão, vamos conseguir identificar quem realmente faz parte dos grupos organizados e quem são os cavaleiros que estarão no deslocamento da chama em cada região”, destacou Márcio d’Ávila.
Ele ressaltou ainda que a medida será aplicada exclusivamente ao translado da Chama Crioula e não às demais cavalgadas organizadas no Estado.
“Não é uma exigência para qualquer cavalgada. Mas para o translado da Chama Crioula de 2026 o cartão tradicionalista será obrigatório”, concluiu.

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