As investigações sobre o desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha, tiveram desdobramentos decisivos nesta semana.
A Polícia Civil concluiu o inquérito nesta sexta-feira,com o indiciamento do ex-marido de Silvana e de outras três pessoas.
O policial militar Cristiano Domingues Francisco foi indiciado por:
Feminicídio (contra Silvana Aguiar, 48 anos).
Duplo Homicídio Qualificado (contra os ex-sogros, Isail Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos).
Ocultação de cadáver (os corpos ainda não foram localizados após mais de 80 dias).
A investigação apontou uma rede de auxílio para ocultar o crime:
Esposa atual do PM: Indiciada por fraude processual. Ela, que é profissional de TI, teria apagado dados cruciais de dispositivos eletrônicos e da nuvem.
Irmão do PM: Indiciado por fraude processual por deletar imagens de câmeras de segurança.
Amigo do casal: Indiciado por falso testemunho por tentar fornecer álibis falsos ao suspeito.
Perícias confirmaram nesta semana que o sangue encontrado na casa de Silvana pertencia a ela e ao seu pai, Isail.
A polícia descobriu que o PM usou Inteligência Artificial para criar um áudio falso de Silvana e fez postagens fakes nas redes sociais dela relatando um acidente em Gramado para enganar os pais dela e ganhar tempo.
O sinal do celular de Silvana foi detectado em uma viatura usada pelo PM e em frente ao batalhão onde ele trabalhava em Canoas, após o desaparecimento.
A disputa pela guarda do filho de 9 anos e questões de patrimônio financeiro da família Aguiar são apontadas como os principais motivos.
O PM segue preso preventivamente. A Polícia Civil afirma que, embora os corpos não tenham sido encontrados, a "materialidade indireta" (sangue e provas digitais) é suficiente para o indiciamento por homicídio.

Nenhum comentário:
Postar um comentário