A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou que indiciará o policial militar Cristiano Domingues Francisco pelo assassinato e ocultação dos corpos de sua ex-esposa, Silvana Aguiar, e dos ex-sogros, Isail e Dalmira Aguiar. O inquérito, que investiga o desaparecimento da família desde o final de janeiro, deve ser entregue ao Ministério Público até amanhã.
De acordo com a investigação liderada pelo delegado Anderson Spier, o crime foi motivado por dois fatores principais:
Conflitos recorrentes pela guarda do filho do ex-casal.
Olho no patrimônio acumulado pelas vítimas.
O caso está sendo tratado como feminicídio e duplo homicídio.
Embora os corpos ainda não tenham sido localizados, a polícia sustenta a tese de "materialidade indireta".
A peça-chave para o indiciamento foi o resultado da perícia técnica:Exames de DNA confirmaram que o sangue encontrado na casa de Silvana pertencia a ela e ao pai.
Além do PM (que já está em prisão preventiva), outras três pessoas serão responsabilizadas:
Companheira e irmão do militar: Indiciados por fraude processual.
Amigo do policial: Responderá por falso testemunho.
"A corporação reuniu elementos suficientes para comprovar a materialidade das execuções, mesmo sem a localização dos cadáveres", afirmou o delegado Spier.
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