O governo do Rio Grande do Sul apresentou, ontem em coletiva de imprensa, um balanço das ações de proteção climática e as projeções meteorológicas para o segundo semestre de 2026. Segundo o governador Eduardo Leite, embora o fenômeno El Niño esteja previsto para os próximos meses, o impacto esperado deve ser menor que as enchentes históricas de 2024, assemelhando-se mais ao cenário de 2023.
A análise, baseada em dados do Centro de Monitoramento da Defesa Civil, busca evitar o alarmismo, mas mantém o Executivo em estado de alerta.
"Não subestimamos o que pode acontecer. Seguimos atentos e preparados", pontuou o governador.
Para mitigar riscos e recuperar a infraestrutura, o Estado já alocou mais de R$ 14 bilhões.
Os recursos estão distribuídos em frentes estratégicas:
Sistemas de Proteção: R$ 502,9 milhões para contenção de cheias em Porto Alegre e Canoas.
Novas Estruturas: R$ 6,5 bilhões aprovados para obras de contenção inéditas.
Infraestrutura Viária: R$ 3 bilhões destinados à recuperação de rodovias.
Um dos focos principais tem sido o desassoreamento de corpos hídricos para facilitar o escoamento das águas:
7 milhões de m³ de sedimentos já foram removidos em todo o estado.
2,4 milhões de m³ foram dragados especificamente no Lago Guaíba.
145 municípios já finalizaram suas obras de desassoreamento, enquanto 56 seguem com frentes ativas.
Além das obras físicas, o governo confirmou que todos os 497 municípios gaúchos já possuem planos de contingência atualizados junto à Defesa Civil, visando respostas rápidas a possíveis novos eventos extremos.
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