A Polícia Civil concluiu, nesta sexta-feira , o inquérito sobre o desaparecimento de Silvana Aguiar (48 anos) e seus pais, Isail (69) e Dalmira (70), ocorrido em janeiro de 2026.
O ex-marido de Silvana, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, foi indiciado por feminicídio, duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Outras cinco pessoas, incluindo familiares e amigos do PM, também responderão por participação no crime e na tentativa de encobrir o caso.
Embora os corpos ainda não tenham sido localizados após mais de 80 dias, a polícia sustenta o indiciamento através da "materialidade indireta":
Exames confirmaram que o sangue encontrado na residência de Silvana pertencia a ela e ao seu pai. O PM utilizou Inteligência Artificial para clonar a voz de Silvana e forjar um áudio falso. Ele também realizou postagens fakes nas redes sociais da vítima simulando um acidente em Gramado para despistar familiares e ganhar tempo.
O sinal do celular da vítima foi detectado dentro de uma viatura utilizada pelo suspeito e em frente ao batalhão onde ele trabalhava, em Canoas.
A investigação aponta que o crime foi motivado por disputas financeiras e pela guarda do filho do casal, de 9 anos.
Além do PM, que segue preso preventivamente, foram indiciados sua atual companheira, o irmão, a mãe, a sogra e um amigo.
O grupo é acusado de formar uma rede para ocultar os cadáveres e obstruir o trabalho da justiça (fraude processual).
O caso, que chocou o Rio Grande do Sul pela frieza e uso de tecnologia para simular que as vítimas estavam vivas, segue agora para o Poder Judiciário.

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