O cenário do tratamento da obesidade no Brasil passa por uma mudança histórica. Encerrou-se a patente exclusiva da farmacêutica Novo Nordisk sobre o princípio ativo semaglutida, base dos medicamentos Ozempic, Wegovy e Rybelsus.
A expectativa é que a chegada de genéricos e similares reduza drasticamente os preços nas farmácias.
Especialistas e autoridades veem o fim da exclusividade como um passo crucial para democratizar o tratamento de uma condição complexa.
A concorrência deve permitir que fatias maiores da população tenham acesso a tratamentos considerados eficazes e seguros.
Com a redução de custos e a aprovação de novas opções pela Anvisa, abre-se a possibilidade de inclusão desses medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), iniciativa que já começa a ser testada em alguns estados e municípios.
O endocrinologista Rogério Friedman ressalta que a obesidade é uma "epidemia" e que o Estado precisa oferecer opções terapêuticas eficazes para enfrentá-la como um problema de saúde pública, e não como uma questão de "força de vontade".
Embora o prazo tenha expirado hoje, a chegada das novas versões será gradual.
Os novos fabricantes precisam de aval regulatório, mas a tendência é de uma oferta mais diversificada e menos onerosa ao consumidor final nos próximos meses.

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