Apesar da decisão liminar favorável do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à escola Acadêmicos de Niterói, que levará um enredo sobre o presidente Lula para a avenida, o Palácio do Planalto reagiu com prudência.
O governo emitiu orientações para que ministros e aliados evitem gestos de cunho político — como o tradicional "L" com as mãos — para afastar acusações de campanha antecipada ou abuso de poder.
A ministra Cármen Lúcia alertou que, embora a multa tenha sido afastada inicialmente, o mérito da questão ainda será julgado.
Qualquer excesso pode ser interpretado como uso indevido dos meios de comunicação.
Existe um impasse sobre a participação presidencial.
Enquanto alguns defendem a presença de Lula e da primeira-dama, Janja, a ala mais moderada sugere que o presidente permaneça apenas nos camarotes, evitando exposição direta no desfile.
Com as eleições presidenciais neste ano, o governo tenta blindar a imagem do presidente de possíveis processos judiciais que possam surgir a partir da folia.
A leitura do governo é de que a vitória judicial é temporária.
No tabuleiro político, o desfile é visto como um campo minado onde qualquer gesto simbólico pode ser transformado em prova jurídica pela oposição.

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