Juramento do Jornalista

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Começa análise do rebaixamento do trem

Em função de um trabalho de análise do solo na área por onde está previsto o rebaixamento do trem, a partir desta tarde, os motoristas deverão ter atenção redobrada em alguns trechos de vias do Centro, que serão parcialmente interrompidos.
O trabalho ocorrerá na Avenida Victor Barreto, entre a Avenida Inconfidência e a Rua Europa, e na Avenida Guilherme Schell, entre a Avenida Inconfidência e a Rua Rio Grande do Norte.
A empresa realizará três estudos distintos: inspeção, sondagem e levantamento deflectométrico (alteração sofrida pelo solo em decorrência do fluxo dos veículos).
A executora do trabalho será a Bourscheid Engenharia e Meio Ambiente, empresa vencedora do processo licitatório de prestação do serviço de consultoria para elaboração dos estudos para o rebaixamento. O serviço será feito em etapas, de modo que interfira o mínimo possível na mobilidade da área central do Município.
Durante a sondagem, haverá o posicionamento de equipamentos, devidamente sinalizados, próximo ao eixo da pista, para a coleta de informações do subsolo. Serão 11 pontos na extensão das duas vias, analisados em momentos distintos. A Diretoria de Trânsito, da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade, avaliará constantemente o impacto no tráfego das vias. Não há previsão de quantos dias o trabalho durará, mas será, por apenas, alguns períodos durante o dia.

Projeto do rebaixamento:

A intenção do rebaixamento do trem é fazer com que a paisagem do Centro de Canoas volte ao cenário de quase 30 anos atrás, quando o Trensurb ainda não existia. Mas não é só isso. O trânsito será reorganizado, e a população ganhará espaços de convivência e lazer. Esses são alguns dos destaques do projeto.
O rebaixamento do trem deve se estender por cerca de dois quilômetros, das proximidades do viaduto do Ipuc, na Rua Araçá, até o entorno do Canoas Shopping (alguns metros depois da Rua Mathias Velho). Nesse trecho, o Trensurb será subterrâneo.
O projeto contempla ainda a criação de corredor de ônibus, a construção de um boulevard e o desenvolvimento de uma esplanada de integração, a circulação de pessoas, carros e transporte coletivo junto à nova estação da Trensurb. Além disso, áreas remanescentes, atualmente ocupadas pelos trilhos, devem virar calçadões, estacionamentos ou espaços de convivência e lazer.
Em função da obra, a estação Canoas/La Salle também ficará no subsolo, na altura da Praça da Bandeira. A Victor Barreto terá um trecho subterrâneo. Está previsto, ainda, o alargamento da Guilherme Shell.
O rebaixamento do trem também possibilitará a facilidade de transposição de um lado para o outro do Centro, com sete possibilidades de conversão para os veículos, e aliviará o tráfego na BR-116. O projeto já está ajustado com o futuro túnel da Rua Domingos Martins, previsto nas obras de melhorias da rodovia que serão feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT).
O projeto executivo do rebaixamento foi desenvolvido pela empresa Bourscheid Engenharia e Meio Ambiente a um custo de R$ 5,9 milhões, com recursos do Governo Federal.
A obra do rebaixamento do trem no Centro de Canoas vem sendo batalhada pelo prefeito Jairo Jorge desde 2011.

Fonte: Luiz Roese – Secom/PMC

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