A policial civil Mari da Cunha Menezes foi afastada da corporação nesta manhã , conforme publicação no Diário Oficial do Estado. Lotada no Cartório dos Animais da 15ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, Mari foi indiciada na última sexta-feira por quebra de sigilo funcional e é alvo da segunda fase da Operação Carrasco.
Segundo as investigações, a policial falsificava laudos e repassava informações privilegiadas para Paula Lopes, ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas, que está presa desde 15 de junho.
O esquema facilitava para que Paula obtivesse a posse de animais doentes para, em seguida, arrecadar doações para falsos tratamentos por meio de sua ONG, o Instituto Paula Lopes.
Na realidade, os recursos eram desviados e os cães e gatos sofriam maus-tratos ou passavam por eutanásias autorizadas pela ex-secretária.
Além da policial e de Paula, o caso gerou o indiciamento do marido da ex-secretária, Marcelo Vieira, e da veterinária Tainara Harth. A investigação policial sobre o esquema de estelionato e maus-tratos continua em andamento.
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