Juramento do Jornalista

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Operação Miragem

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã , a Operação Miragem. 
A ação tem como objetivo desarticular um complexo esquema de fraudes e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo a gestão do Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo.
A decisão judicial autorizou o sequestro e o bloqueio de ativos e bens dos investigados no valor de até R$ 670.348.945,70.
Foi determinado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. 
O bispo Edir Macedo é um dos investigados na operação, mas não foi alvo de buscas em sua residência por morar fora do Brasil.
As investigações tiveram início a partir de relatórios enviados pelo Banco Central do Brasil (BC) à Polícia Federal. 
De acordo com a PF, os administradores do banco realizavam manobras fraudulentas:
Ocorria a manipulação sistemática de resultados contábeis para ocultar o real cenário econômico-financeiro e aparentar solvência diante do órgão regulador.
O banco gerava receitas artificiais na casa das centenas de milhões de reais e superavaliava ativos inseridos em fundos geridos por uma corretora parceira.
Segundo os investigadores, após um período inicial de crescimento focado em crédito consignado e financiamento de veículos, o banco sofreu severa deterioração. 
Entre 2023 e 2024, passou a emitir CDBs com taxas acima de 110% do CDI. 
A posterior decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025 acabou evidenciando uma exposição de cerca de R$ 600 milhões do Digimais a carteiras de crédito daquela instituição.
Entre os alvos das buscas estão dirigentes do banco, como o bispo João Urbaneja (homem de confiança de Edir Macedo), seu filho Thiago Urbaneja, e proprietários do grupo ID (que faz a gestão de fundos da instituição).
Os investigados poderão responder por:
Gestão fraudulenta;
Inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis;
Realização de operações de crédito vedadas (previstas na Lei nº 7.492/1986).
A operação segue em andamento em São Paulo e os materiais apreendidos passarão por perícia técnica.

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