O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Sapucaí, gerou uma forte reação da oposição no Congresso Nacional.
O estopim foi a ala "neoconservadores em conserva", que satirizava críticos do governo.
Em resposta, parlamentares como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) utilizaram inteligência artificial para criar ilustrações de suas próprias famílias dentro de latas de conserva, transformando a crítica da escola em um manifesto de orgulho conservador.
Além da mobilização digital, a oposição acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a agremiação.
O enredo "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil" percorreu a trajetória do petista, desde a infância no agreste até a chegada ao Planalto, mas também incluiu tons políticos acentuados.
O desfile encenou a subida da rampa com a sociedade civil e incluiu atores interpretando figuras como o ministro Alexandre de Moraes e os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.
Um dos carros alegóricos atacou as políticas sociais e a gestão da pandemia no governo anterior, além de fazer alusão à prisão de Lula na parte traseira.
Michelle Bolsonaro rebateu as críticas lembrando o histórico judicial de Lula, enquanto o senador Sergio Moro classificou o desfile como "abuso de poder" e comparou as cenas a regimes autoritários.
Alheio às críticas, o presidente Lula acompanhou os desfiles no Rio de Janeiro e manifestou-se nas redes sociais, afirmando sentir "muita emoção".
O Presidente chegou a descer do camarote para cumprimentar integrantes da Acadêmicos de Niterói e de outras escolas tradicionais, como Mangueira e Portela.

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