Juramento do Jornalista

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O Batuque Gaúcho no desfile da Portela

O desfile da Portela na madrugada de Domingo, que buscou homenagear o "Sul Negro" através da figura do Príncipe Custódio, tornou-se alvo de duras críticas por parte de lideranças religiosas de matriz africana do Rio Grande do Sul. 

Embora a escola tenha apresentado uma estética impecável, o conteúdo foi classificado como "superficial" e carente de rigor litúrgico.

O Batuque gaúcho é uma construção civilizatória única que une nações como Ijexá, Jeje ,Oyo e Cabinda não como foi retratado. 

Para os religiosos de matriz africana, elementos sagrados que exigem preceito e fundamentos específicos foram reduzidos a adereços alegóricos de "fácil digestão visual", ignorando a complexidade da fé que sustenta milhares de terreiros no estado.

​O  Rio Grande do Sul possui, proporcionalmente, a maior população de adeptos de matriz africana do Brasil. 

Ao tratar o axé gaúcho como algo "exótico", a Portela teria perdido a oportunidade de realizar um reparo histórico efetivo, tratando a religião apenas como festa e não como a base da resistência de um povo marginalizado no Sul.

​Além dos problemas no enredo, a cobertura da Rede Globo foi duramente criticada por "analfabetismo cultural". Segundo o autor, os comentaristas demonstraram despreparo ao utilizar sensos comuns e comparações descabidas, falhando em distinguir as particularidades do Pampa em relação ao Candomblé e à Umbanda do Rio de Janeiro.

Para a comunidade de terreiro gaúcha, o desfile foi visualmente belo para o espectador comum, mas "vazio para o coração do religioso". 

O episódio deixa um alerta sobre a necessidade de maior rigor histórico e respeito à ancestralidade quando o centro do país se propõe a narrar as tradições negras do Sul.

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