O cenário urbano brasileiro passará por uma mudança histórica a partir deste ano.
Com o encerramento das concessões de telefonia fixa em 2025, as operadoras deixarão de ser obrigadas a manter os telefones públicos, marcando o início da desativação definitiva dos aparelhos em 2026.
Empresas como Oi, Claro, Telefônica e Algar não precisarão mais instalar ou manter orelhões em áreas urbanas onde já existe concorrência e outras tecnologias de voz.
Até 31 de dezembro de 2028, as operadoras ainda devem garantir o serviço de voz em locais remotos onde sejam a única prestadora disponível.
O Brasil ainda conta com 38.354 orelhões, sendo que a grande maioria (mais de 27 mil) está concentrada no estado de São Paulo.
No Rio Grande do Sul, o número é reduzido, com apenas 148 aparelhos restantes.
A Oi já iniciou o processo de retirada.
Para as demais operadoras, a Anatel deve divulgar em breve o cronograma oficial.
A exceção é a Sercomtel, que optou por manter todos os aparelhos em sua área de atuação.
A medida reflete a obsolescência do serviço diante da hegemonia dos celulares.
Na prática, os aparelhos que hoje servem majoritariamente como suporte publicitário ou marcos nostálgicos desaparecerão das calçadas, liberando espaço público e reduzindo custos de manutenção para as empresas.

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