Volmar Santos, fundador da Coligay, a primeira torcida organizada LGBT do Brasil, morreu nesta manhã , aos 77 anos, em Passo Fundo.
Ele estava internado no Hospital São Vicente de Paulo devido a problemas cardíacos, e a morte foi confirmada por amigos próximos. Santos deixa familiares, amigos e admiradores, além de um legado que vai além do futebol, refletindo a luta por diversidade e inclusão.
Figura histórica do futebol e do movimento LGBTQIA+ no país, Volmar foi comunicador, radialista, colunista social, produtor cultural e secretário municipal de Cultura.
Nascido em Passo Fundo, ele se destacou especialmente ao idealizar a Coligay, torcida organizada do Grêmio criada em 1977, que se tornou símbolo de resistência e combate ao preconceito, mesmo em plena ditadura militar. A trajetória do grupo foi registrada em livros, reportagens e produções audiovisuais, incluindo o livro Coligay: Tricolores de Todas as Cores, de Léo Gerchmann.
Nos últimos anos, a história da Coligay voltou a ganhar atenção com o anúncio de uma minissérie e de um filme inspirados na torcida. Volmar Santos será velado na capela do Memorial Vera Cruz a partir das 15h30 desta segunda-feira, e o sepultamento está marcado para amanhã, às 9h, no Cemitério da Vera Cruz. Seu legado permanece como inspiração para o respeito, a liberdade e a diversidade no esporte e na sociedade.

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