A Polícia Civil de Santa Catarina detalhou os novos passos da investigação sobre a morte de Orelha, cão comunitário que vivia há dez anos na Praia Brava, em Florianópolis.
A operação, realizada ontem, revelou que o caso vai além dos maus-tratos, envolvendo também suspeitas de intimidação armada.
A polícia identificou quatro adolescentes como principais suspeitos das agressões que levaram à eutanásia do animal.
Foram cumpridos três mandados em Florianópolis para recolher celulares e computadores.
Dois jovens foram alvos diretos na capital catarinense, enquanto os outros dois estariam em viagem programada aos Estados Unidos.
A investigação revelou que um segundo cão, o Caramelo, também foi alvo do grupo, tendo sido jogado ao mar.
Ele sobreviveu e já foi adotado.
Um dos pontos mais críticos da atualização é a suspeita de crimes cometidos para obstruir a justiça.
A polícia investiga o envolvimento de um pai de um dos menores e de um policial civil.
Um dos mandados buscava localizar uma arma de fogo que teria sido utilizada para coagir uma testemunha.
Embora o objeto não tenha sido encontrado, a linha de investigação segue ativa.
O delegado Ulisses Gabriel confirmou que o material apreendido passará por perícia para consolidar as provas contra o grupo.
A investigação busca esclarecer tanto a dinâmica das agressões quanto a tentativa de silenciar pessoas ligadas ao caso.

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