Juramento do Jornalista

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Postal defende repactuação da dívida dos Estados

Ao participar ontem, da reunião-almoço da Federaul, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Postal, considerou que os Estados enfrentam uma situação financeira crítica e que é possível fazer a repactuação das suas dívidas junto à União. Acrescentou que o governo gaúcho paga em torno de R$ 2 bilhões/ano para a União e que o indexador usado, IGPDI mais 6%, está fora de contexto. Para Postal, assim como há um movimento de queda de juros por parte das instituições financeiras liderado pelos bancos estatais, a presidente Dilma também deve dar o exemplo baixando os juros das dívidas cobradas dos Estados. Na próxima segunda-feira haverá um debate na Assembleia com a presença de representantes de outros Estados sobre o tema da rolagem das dívidas estaduais.
Na primeira reunião-almoço na nova gestão da Associação Comercial de Porto Alegre e Federasul, o presidente das entidades, Ricardo Russowsky, reafirmou a posição de parceria na busca de soluções para as grandes questões do Rio Grande do Sul e salientou que o Parlamento gaúcho está diante de uma agenda de importantes decisões com os projetos encaminhados pelo Executivo em regime de urgência. Entre outros assuntos, envolvem a criação de empresa para gerenciar a concessão de estradas à iniciativa privada e a reforma da previdência. Russsowsky manifestou preocupação com o aumento da estrutura pública decorrente da proposta de criação da empresa e com a elevação de alíquotas como saída para a reforma da previdência. Ele considera que só a elevação de alíquotas não resolve o problema.
O presidente da Federasul ponderou ainda que se o governo teve tempo para a elaboração dos projetos enviados, a sociedade representada pela Assembleia também deveria ter tempo para analisar as propostas encaminhadas. A opinião é compartilhada pelo presidente do Legislativo, e Postal argumentou que o governo tem de ter a compreensão da relevância dos projetos antes da opção pelo regime de urgência. “Acho que o governo está exagerando, acho que o foco está errado”, afirmou.
Fonte:Imprensa Federasul

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