A variação na percepção do frio entre as pessoas durante o inverno vai muito além de uma impressão individual e está diretamente ligada ao funcionamento do organismo.
Segundo a endocrinologista Gabriela Iervolino, da Hapvida, fatores como o metabolismo, a quantidade de massa muscular, a circulação sanguínea, a idade e condições de saúde influenciam como o corpo reage às baixas temperaturas.
A produção de calor corporal depende do metabolismo e dos músculos, que geram energia térmica.
Por isso, indivíduos com mais massa muscular e tecido adiposo (que atua como isolante) tendem a sentir menos frio.
É o caso de muitos homens, que possuem níveis mais altos de testosterona, favorecendo o desenvolvimento muscular.
Em contrapartida, mulheres, idosos, crianças e pessoas muito magras costumam ser mais sensíveis às baixas temperaturas devido à menor quantidade de músculos e gordura, o que reduz o metabolismo basal.
Além das características físicas, problemas de saúde podem alterar essa percepção.
Doenças arteriais prejudicam a circulação nas extremidades, deixando mãos e pés gelados. Disfunções na tireoide também afetam o corpo; o hipertireoidismo, por exemplo, acelera o metabolismo de forma patológica, fazendo com que a pessoa sinta menos frio do que o normal para o ambiente.
O frio intenso ainda exige cuidado de pacientes cardiovasculares e hipertensos, pois as baixas temperaturas contraem os vasos sanguíneos e aumentam o esforço do coração, elevando o risco de infartos.
Sinais como pele excessivamente pálida, tremores intensos e perda de sensibilidade exigem atenção médica.
Para um inverno seguro, recomenda-se o uso de roupas em camadas, boa hidratação e atividades físicas, evitando o uso de álcool para "aquecer", já que ele gera apenas uma falsa sensação de calor.
Sobre a Hapvida :
Com mais de 80 anos de história, a Hapvida consolida-se como a maior empresa de saúde integrada da América Latina.
A companhia conta com mais de 77 mil colaboradores e presta assistência a quase 16 milhões de beneficiários dos segmentos de saúde e odontologia em todo o território nacional.
Sua estrutura de atendimento de ponta a ponta é composta por 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades dedicadas ao cuidado preventivo e crônico.
Fonte: Martha Becker Comunicação

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