O deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS) protocolou ontem o Projeto de Lei nº 2174/2026 propondo um salário mínimo de R$ 100 mil no Brasil.
Apesar do impacto da proposta, o próprio parlamentar deixou claro: trata-se de uma medida com caráter irônico e provocativo.
O texto também prevê reajustes anuais de, no mínimo, 50% sobre o valor nominal — algo que, segundo o autor, reforça o tom crítico da iniciativa.
A proposta foi apresentada como resposta ao debate sobre o fim da escala 6×1, tema que vem ganhando espaço no Congresso Nacional.
Na justificativa, Marcon não esconde o objetivo político e dispara críticas diretas.
“Já que a Câmara virou um circo onde querem fazer mágica, segue a minha ‘solução’ para acabar com a pobreza”, afirmou.
Em outro trecho, reconhece: “Sim, é uma loucura”.
O deputado também admitiu que não há qualquer estudo de impacto financeiro — ausência que, segundo ele, foi proposital.
A fala faz referência à PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe mudanças na jornada de trabalho.
Para Marcon, o Congresso estaria deixando de lado critérios técnicos em algumas discussões recentes. Ele classificou sua proposta como uma “proposição mágica”, criada justamente para expor o que chama de “promessas fora da realidade”.

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