A Polícia Federal deflagrou, ontem, a segunda fase da Operação Disco de Ouro, focada em reprimir a lavagem de dinheiro oriunda do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
A nova etapa mirou empresários gaúchos e cumpriu oito mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, incluindo o recolhimento de documentos e carros de luxo em residência de alto padrão em Porto Alegre, além do sequestro de bens.
As investigações apontam uma fraude estimada em US$ 250 milhões, sendo US$ 50 milhões decorrentes da venda de areia e pó de brita simulando cassiterita (conhecida como "ouro negro") para uma multinacional britânica. Entre os alvos no RS, a PF identificou o articulador central do esquema e um empresário do ramo musical.
O foco atual é desarticular a estrutura de ocultação de capital, que envolvia empresas de fachada, remessas internacionais via "dólar-cabo" e contas de laranjas. O cantor Alexandre Pires, investigado na primeira fase por suspeita de receber repasses de uma mineradora do esquema em sua conta pessoal, deu nome à operação devido ao seu envolvimento na área de entretenimento.

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