Juramento do Jornalista

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Fetag faz balanço de final de ano com imprensa

 O presidente da Fetag, Elton Weber, juntamente com os demais membros de sua diretoria, participou  hoje de uma entrevista coletiva com a imprensa . Weber iniciou sua manifestação recordando os problemas enfrentados no começo do ano com a estiagem, que teve início no final de 2011 e se estendeu após a metade de 2012. Isto, para a Fetag, significou muito trabalho e, com certeza, para as famílias, inúmeras perdas, que se esperam recuperar nas próximas safras.
A mobilização em busca de auxílio aos atingidos pela estiagem começou no início do ano, junto aos governos estadual e federal. Weber lembra que em março e abril se tinha uma visão do tamanho do problema, o qual aumentou com a decretação de emergência em mais outros 100 municípios. As manifestações se tornaram mais fortes para que houvesse avanços, que vieram apenas em meses posteriores, entre os quais os R$ 400,00 e a anistia no Programa Troca-troca de Sementes do governo do RS. Em âmbito federal, as prorrogações do seguro agrícola, para quem o tinha, e o empréstimo de R$ 10 mil, com 20% de subsídio. “As liberações deste crédito emergencial só ocorreram no final de outubro e acabaram em poucos dias. Foram R$ 200 milhões e há necessidade de mais R$ 300 milhões”, projeta.
Em relação ao Novo Código Florestal, Weber conta que houve avanços e para a Fetag foi bom. Ao mesmo tempo, destacou a necessidade de preservar as áreas e defende uma compensação financeira ao produtor. Ressaltou os trabalhos das mais variadas comissões da Fetag, além das atividades com a pecuária familiar e junto aos assalariados rurais, que têm expressivos números de Convenções e Acordos Coletivas de Trabalho.
Na área da habitação rural, a Cooperativa Habitacional da Agricultura Familiar (Coohaf) teve a retomada dos contratos a partir do segundo semestre, que fez saltar para mais de 2,3 mil o número de contratos, entre casas novas e reformas. Ainda sobre habitação, explicou que além da Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil também vai receber os projetos habitacionais da cooperativa, o que vai proporcionar que um maior número de pessoas sejam beneficiadas.
Weber anunciou, também na habitação, um acordo político com o governo estadual para a construção de mil cisternas em 2013. O Estado irá subsidiar os reservatórios d`água captadas da chuva, cuja repasse será de R$ 3 mil por cisterna. “A prioridade será para projetos em municípios mais afetados pela estiagem”, observa. Outra frente para frear os efeitos da escassez de chuva virá do Ministério do Desenvolvimento Social, que, em janeiro, abre licitação para credenciar entidades para capitanear a construção e capacitação de uso de de 8,5 mil cisternas de pelo menos 5 mil litros. “Cerca de 21 mil agricultores esperam por esse benefício”, contabiliza o dirigente.
Entre as prioridades para 2013 destacam-se a regularização de áreas indígenas e quilombolas em locais de conflito, licenciamento simplificado para a silvicultura, ampliação do Dissemina, o Instituto Gaúcho do Leite, o Programa de Fomento à Produção Orgânica, entre outras ações normais do dia a dia, conforme a missão da Fetag que diz: coordenar e mobilizar a categoria dos trabalhadores rurais, a partir dos problemas sentidos e vividos.

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