Juramento do Jornalista

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Após ano de recuperação, campo espera 2014 com otimismo

Após um 2013 de recuperação, em que a agropecuária superou os prejuízos da seca do ano anterior e será o motor de um crescimento de cerca de 6% no PIB estadual, o campo se prepara para bater recordes em 2014. Em alta, soja e trigo devem ser os carros-chefe do bom desempenho.
Em entrevista coletiva hoje , o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, apresentou estimativa de produção recorde de 30,2 milhões de toneladas de grãos para o ano que vem. “Temos um crescimento não apenas horizontal, com aumento da área plantada, mas também vertical, com lavouras cada vez mais tecnificadas e busca por mais produtividade e qualidade. Isso também ocorre na pecuária. O avanço da agricultura na Metade Sul levou à necessidade de aplicação de práticas diferenciadas nos nosso criatórios”, afirmou Sperotto.
A estimativa de produção da Farsul para 2014 representa alta de 2,4% na comparação com o ano anterior e supera o recorde de 29,7 milhões de toneladas colhidas em 2011. A soja continua avançando sobre área de pecuária – que desde 2005 perdeu 470 mil hectares para a produção do grão no verão. O aumento de 3,4% na área plantada com soja nesta safra também se dá sobre o milho, que tem 11,3% de queda de plantio. Já o arroz teve crescimento estimado de 3% na área plantada nesta safra.
No inverno, o trigo tem sido o grande destaque. Em 2013, o Rio Grande do Sul voltou a ocupar o primeiro lugar na produção do cereal, ultrapassando o Paraná, e em 2014 a expectativa é de mais avanço, com ampliação de 14,3% da área plantada. “O Estado assumiu a posição de campeão brasileiro de trigo, não só em volume, mas também em qualidade”, disse Sperotto. Para o dirigente, a continuidade do avanço do trigo, rumo à autossuficiência nacional, depende agora de políticas de governo.
Sperotto ainda lembrou que a possibilidade de renegociação de dívidas passadas, por meio de medidas governamentais em resposta a demandas da Farsul, permitiu a reintegração de produtores no crédito rural oficial e deu condições para que os agricultores dessem a resposta em termos de geração de riqueza. O total de crédito rural tomado no Estado em 2013, de janeiro a outubro, chegou a R$ 17 bilhões, superando em 24% o volume do mesmo período do ano anterior. O destaque foram custeio e investimentos. “O produtor quer prazo, quer tempo e quer pagar. Tanto que a taxa de inadimplência dos produtores é de apenas 0,2%”, lembrou Sperotto. “Estamos todos eufóricos com o desempenho do agronegócio em 2013”, festejou o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira.

Desafios para 2014:

Para 2014, o presidente do Sistema Farsul acredita que o grande desafio é construir, junto com técnicos do governo, programas que permitam a universalizção do seguro agrícola, além da instituição de um modelo de seguro que cubra a renda, e não apenas o crédito tomado. Além disso, ele afirma que a luta por melhoria na competitividade brasileira – com redução de tributos e aprimoramento da logística e infraestrutura – deve continuar. Ao mesmo tempo, o Sistema Farsul, especialmente por meio do Senar-RS, continuará promovendo a adoção da agricultura de precisão, da irrigação e de outras tecnologias importantes para melhorar o desempenho da atividade. Segundo Pereira, vice-presidente da Farsul, o Estado deve dobrar em três anos a área irrigada.
Outro assunto que seguirá no foco da Federação é a questão fundiária. As desapropriações de áreas para criação de reservas indígenas e de remanescentes de quilombolas geram conflito no campo e preocupam a Farsul. “A Funai tem em vista mais de 30 áreas para desapropriar no Estado. São cerca de 100 mil hectares, atingindo 4.150 famílias, com significativa participação de pequenos proprietários”, disse Sperotto. 

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